Pode piorar um pouco quando você precisa de um colo pra chorar e não tem nenhum, ou quando você se vê perdida por ruas desconhecidas e rostos nada familiares. E quando você tenta se enturmar e não tem sucesso? Há quem enalteça a liberdade de morar sozinha/o, mas a solidão é tão mais presente que nem sei.
Alguns laços se rompem, outros se constroem, mas parece que são todos temporários. As relações agora têm prazo de validade, é difícil você mantê-las além dele. As pessoas não são tão interessantes de se conversar, a gente acaba se desligando algumas vezes, não é por mal, é que a mesma conversa todo dia é um pouco entediante.
Existe um problema grande, que é acordar todos os dias e se ver sozinha/o, com a casa de ponta cabeça, pessoas atrasadas pelas ruas, um trânsito cheio de buzinas que não resolvem nada. Se solidifica uma rotina insuportável, iniciada com papos assustadores, exigências que são piadas, aulas que não te aninam, uma cama que te seduz e te prende. Logo aparece uma crise, o coração acelera, tem choro sem motivo, aparece a irritabilidade, o cansaço, o estômago embrulha, sem contar a confusão sentimental.
Mas sabe o que é bom? Ter esperança que as coisas vão melhorar, acreditar que um dia você vai acordar disposta/o a fazer tudo diferente, vai mudar o caminho pro trabalho, sentar num lugar diferente na aula, vai sair tomar um sorvete, correr na chuva, vai existir vontade. Talvez não precise de tanta preocupação, afinal, mudanças ocorrem o tempo todo.
gb.
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