segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017


Como é difícil lidar com nossos sentimentos junto com os valores que temos construídos socialmente. Nos culpamos o tempo todo por sentir coisas naturais. A paixão é natural, a atração é natural o amor é natural, são coisas que não controlamos. Mas, regras nos cercam de todos os lados e essas regras querem limitar quem você pode ou não amar, por quem você deve ou não sentir atração, e por quem você se apaixona. A realidade é que nada disso pode ser decidido, essas coisas acontecem. 
Cá estou eu, amando uma pessoa, gostando de outras duas e apaixonada pelas três. Como é possível tanto sentimento num único ser? A realidade é que eu poderia amar muito mais, querer muito mais, me apaixonar por mais! Mas eu não posso, preciso me decidir, preciso ser sincera com essas pessoas e não posso magoar os sentimentos delas. As coisas seriam tão mais fáceis se simplesmente aceitássemos umas às outras e entendêssemos que o amor não limita, pelo contrário, o amor atinge muitas pessoas e une várias.
Nós precisamos viver sem essa preocupação de seguir valores impostos e com medo dos nossos sentimentos. Viver sem confusão, sem se culpar, sem se limitar, aproveitar esse tempinho que temos de vida.

gb 

sexta-feira, 28 de outubro de 2016


Não me sinto preparada...
Para esse caminho, nem para essa cidade. Para essa casa, nem para esses braços. 
Não me sinto preparada...
Para essas escolhas, nem para as imposições. Para esses olhos, muito menos para as emoções.
Não me sinto preparada...
Para esse desabafo, nem para esses sentimentos. Para essa vida e olhe lá para o condicionamento.
Não me sinto preparada...
Para sonhar, nem para tentar. Para ter vontades tampouco para desejar.
Não me sinto preparada...
Para essa vida, nem para o abismo. Para esse sorriso quem dirá para o otimismo.
Não me sinto preparada...
Para essa conversa, nem para esse abraço. Para essa situação e nenhum pouco para esse embaraço.
Não me sinto...


gb

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Um pouquinho de egoísmo: para pensar em mim.

     O ruim de se mudar talvez seja deixar pra trás aqueles costumes e hábitos que você tinha na outra cidade. Ou, talvez seja não estar mais à ruas de distância daquela/e amiga/o, agora são quilômetros. Pode ser ruim pela responsabilidade que aparece em cima de você, aquilo de ter que resolver tudo sozinha porque a única pessoa conhecida na nova cidade é você mesma. 
     Pode piorar um pouco quando você precisa de um colo pra chorar e não tem nenhum, ou quando você se vê perdida por ruas desconhecidas e rostos nada familiares. E quando você tenta se enturmar e não tem sucesso? Há quem enalteça a liberdade de morar sozinha/o, mas a solidão é tão mais presente que nem sei.
     Alguns laços se rompem, outros se constroem, mas parece que são todos temporários. As relações agora têm prazo de validade, é difícil você mantê-las além dele. As pessoas não são tão interessantes de se conversar, a gente acaba se desligando algumas vezes, não é por mal, é que a mesma conversa todo dia é um pouco entediante. 
     Existe um problema grande, que é acordar todos os dias e se ver sozinha/o, com a casa de ponta cabeça, pessoas atrasadas pelas ruas, um trânsito cheio de buzinas que não resolvem nada. Se solidifica uma rotina insuportável, iniciada com papos assustadores, exigências que são piadas, aulas que não te aninam, uma cama que te seduz e te prende. Logo aparece uma crise, o coração acelera, tem choro sem motivo, aparece a irritabilidade, o cansaço, o estômago embrulha, sem contar a confusão sentimental. 
     Mas sabe o que é bom? Ter esperança que as coisas vão melhorar, acreditar que um dia você vai acordar disposta/o a fazer tudo diferente, vai mudar o caminho pro trabalho, sentar num lugar diferente na aula, vai sair tomar um sorvete, correr na chuva, vai existir vontade. Talvez não precise de tanta preocupação, afinal, mudanças ocorrem o tempo todo.

gb.

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

O que adianta a saudade quando você só pode senti-la mais forte a cada dia?


São seus olhos, seus cabelos, sua pele e suas curvas 
São suas mãos, seu abraço, seu jeito e seus beijos 
Sua boca, sua presença, seu cheiro 
É o que faz falta, é o que machuca 

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

é além da Empatia e do Egoísmo

      Empatia, é uma palavra maravilhosa, encantadora e mágica. É o maior sinal de respeito que podemos ter com o outro, quando pesquisada em dicionários online encontramos definições como habilidade de imaginar-se no lugar de outra pessoa; compreensão dos sentimentos, desejos, ideias e ações de outrem. Muitas de nossas lutas diárias carregam a empatia em seus princípios e objetivos, é necessário que exista esse sentimento para que floresça nossa luta e nossas conquistas, seja contra as opressões diárias, contra o machismo, LGBTfobia, racismo ou xenofobia. Na contramão da empatia temos o egoísmo que consiste numa atitude daquele que busca o próprio interesse, e no dicionário é a doutrina que converte o interesse individual em princípio diretor de conduta.
     
     Independentemente de qualquer desconstrução de valores é necessário que o que dirija nossa conduta esteja intimamente ligado a empatia porque para termos uma sociedade verdadeiramente democrática é necessário que entendamos uns aos outros, nossas ações, ambições, dificuldades, obstáculos, conquistas e derrotas. Mais que isso, é necessário que respeitemos uns aos outros, independente de nossos valores, sejam eles ainda liderados pelo conservadorismo ou desconstruídos dos hegemônicos.

     O que se encaixa em nossa vida e como regemos ela pode muito bem não ser a maneira como o outro dirige a dele, por isso é importante que haja o respeito, antes de algumas ações nossas é importante nos colocarmos no lugar da outra pessoa, só assim poderemos entender a gravidade ou não daquilo que falamos ou fazemos, esse é um meio de respeitar o outro e entender seus anseios e principalmente sentimentos.

     Não podemos deixar que o egoísmo de nossas crenças invada nosso peito e nosso pensamento não dando lugar ao que existe de mais importante nos nossos dias, a empatia. Nossas lutas não valem de nada se não conseguimos ter esse sentimento pelo outro, pelas pessoas mais próximas de nós. Nossa luta não significa nada se ela é impregnada de um egoísmo podre, de que vale o discurso se nossas atitudes não condizem com ele? De que vale as pequenas lutas diárias se em nossas relações interpessoais o egoísmo lidera nossas escolhas? De que vale almejarmos um mundo melhor se as pequenas atitudes como o respeito não existem no nosso dia-a-dia?  

gb

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016


Lembranças escuras, poucas lembranças, nenhuma ardente, nenhuma que faça ela sentir-se viva, não há lembranças. Mesmo assim seus olhos escorrem, uma tristeza que se aloja neles sem explicação. Aquela intensidade que existia já não existe mais, mas a culpa está transbordando -Por que sente tanta culpa, menina? Já quase não sente mais nada e deixa a culpa lhe devorar dessa maneira?- Que joguinho bem elaborado, você sabe muito muito bem que ela tem prática nesses jogos, se eu fosse você, sairia deste jogo. Não haverá ganhadores.

Parabéns por ter abandonado um jogo em que você apenas perdeu.




Gabriela Bueno

"Pensamentos vazios, peito cheio. 
Sabe o buraco da Alice? Não paro de cair.
Queria apenas sentir as coisas, sentir a realidade, sem preocupações com o que deveria ter se encerrado. 
Não me reconheço, a fragilidade é tamanha, é um momento de plena desconstrução.
As relações são intensas, intensas demais para lidar. "

Confusão, essa menina não sai da confusão. Ela nunca imaginou que fosse tão difícil lidar com a vida. Sentido, uma palavra que para ela não existe. Talvez seja algo que ela não saiba procurar, ou apenas se esquiva.
Já era tempo de abrir os olhos e enxergar a vida, mas ela se limitava a olhar pra frente, ou simplesmente para o chão. O céu sorria, dançava, gritava para ela, mas não, ela não via. Um dia tropeçou, ao cair se permitiu olhar para cima, viu o céu, se apaixonou, se entregou, se encantou. Ela poderia ter encontrado um novo amor? Seu grande amor? Pois é, querido céu, você fez essa garota levantar a cabeça, a paixão que causou a ela faz com que a cada dia ela busque novos encantamentos, coisas que prendam, pessoas que a levem desse mundinho monótono, que a levem para conhecer o universo, a vida, que ela nunca se permitiu enxergar.
Querida, a vida é tão simples, apenas viva! Não se preocupe tanto, sei bem que você não é feliz há algum tempo, mas você tem tido oportunidades maravilhosas para se entregar a felicidade.

Gabriela Bueno