terça-feira, 6 de janeiro de 2015
Um limite do pensamento, talvez...
Observando as pedras que compõem um caminho, pensa consigo mesma - Onde daria essa infinita estrada? - confunde-se em seus pensamentos, inchados de questões de sua própria vida que não foi capaz de resolver em anos. Avista então, um pequeno cogumelo, diversas cores, tamanho encantador, apanhando o pequeno e dando-lhe uma fungada joga na boca e o mastiga - a grama é tão macia neste local - seus cabelos enroscados naquela grama molhada, o cheiro de terra, da chuva, de verde possuí seu corpo, sua cabeça, suas mãos, todo o seu tato. De repente, as estrelas ficam mais distantes, as flores que a cercam aumentam de tamanho e, aquelas pedras do caminho estão bem maiores. Seguindo o tal caminho se dá conta de sua finidade, uma pequena porta, de madeira. A porta se abre e seus olhos se encantam - Incrível - um belo lugar, com diversas flores e árvores, pequenos seres que voam, de cores lindas e asas quase incolores. Uma pequena cachoeira atrai sua atenção, encantada pelo som de suas águas cai na correnteza, o desespero a invade. Bolhas e mais bolhas saem de sua boca, a água entra por suas narinas e a ardência em seu pulmão sufoca todo seu ser. Abra os olhos - exclama alguém - a pequena garota perdida finalmente vê a luz, azulada luz, não sente a maciez abaixo dela, não encontra o cheiro da terra molhada mais, quando se dá conta está jogada entre pedras, na companhia de uma sereia, responsável pela sua vida salva. Sem saber como agradecer a voz lhe falha, então, a sereia entrega-lhe uma pequena concha translúcida, admirada com o objeto entra numa transe, quando finalmente desperta, vê sob seu olhar o céu repleto de estrelas, seus pés de tamanho normal, pequenas pedras que compõem um caminho, pensa consigo mesma - Onde daria essa infinita estrada?
Gabriela Bueno.
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