quarta-feira, 7 de setembro de 2016

O que adianta a saudade quando você só pode senti-la mais forte a cada dia?


São seus olhos, seus cabelos, sua pele e suas curvas 
São suas mãos, seu abraço, seu jeito e seus beijos 
Sua boca, sua presença, seu cheiro 
É o que faz falta, é o que machuca 

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

é além da Empatia e do Egoísmo

      Empatia, é uma palavra maravilhosa, encantadora e mágica. É o maior sinal de respeito que podemos ter com o outro, quando pesquisada em dicionários online encontramos definições como habilidade de imaginar-se no lugar de outra pessoa; compreensão dos sentimentos, desejos, ideias e ações de outrem. Muitas de nossas lutas diárias carregam a empatia em seus princípios e objetivos, é necessário que exista esse sentimento para que floresça nossa luta e nossas conquistas, seja contra as opressões diárias, contra o machismo, LGBTfobia, racismo ou xenofobia. Na contramão da empatia temos o egoísmo que consiste numa atitude daquele que busca o próprio interesse, e no dicionário é a doutrina que converte o interesse individual em princípio diretor de conduta.
     
     Independentemente de qualquer desconstrução de valores é necessário que o que dirija nossa conduta esteja intimamente ligado a empatia porque para termos uma sociedade verdadeiramente democrática é necessário que entendamos uns aos outros, nossas ações, ambições, dificuldades, obstáculos, conquistas e derrotas. Mais que isso, é necessário que respeitemos uns aos outros, independente de nossos valores, sejam eles ainda liderados pelo conservadorismo ou desconstruídos dos hegemônicos.

     O que se encaixa em nossa vida e como regemos ela pode muito bem não ser a maneira como o outro dirige a dele, por isso é importante que haja o respeito, antes de algumas ações nossas é importante nos colocarmos no lugar da outra pessoa, só assim poderemos entender a gravidade ou não daquilo que falamos ou fazemos, esse é um meio de respeitar o outro e entender seus anseios e principalmente sentimentos.

     Não podemos deixar que o egoísmo de nossas crenças invada nosso peito e nosso pensamento não dando lugar ao que existe de mais importante nos nossos dias, a empatia. Nossas lutas não valem de nada se não conseguimos ter esse sentimento pelo outro, pelas pessoas mais próximas de nós. Nossa luta não significa nada se ela é impregnada de um egoísmo podre, de que vale o discurso se nossas atitudes não condizem com ele? De que vale as pequenas lutas diárias se em nossas relações interpessoais o egoísmo lidera nossas escolhas? De que vale almejarmos um mundo melhor se as pequenas atitudes como o respeito não existem no nosso dia-a-dia?  

gb

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016


Lembranças escuras, poucas lembranças, nenhuma ardente, nenhuma que faça ela sentir-se viva, não há lembranças. Mesmo assim seus olhos escorrem, uma tristeza que se aloja neles sem explicação. Aquela intensidade que existia já não existe mais, mas a culpa está transbordando -Por que sente tanta culpa, menina? Já quase não sente mais nada e deixa a culpa lhe devorar dessa maneira?- Que joguinho bem elaborado, você sabe muito muito bem que ela tem prática nesses jogos, se eu fosse você, sairia deste jogo. Não haverá ganhadores.

Parabéns por ter abandonado um jogo em que você apenas perdeu.




Gabriela Bueno

"Pensamentos vazios, peito cheio. 
Sabe o buraco da Alice? Não paro de cair.
Queria apenas sentir as coisas, sentir a realidade, sem preocupações com o que deveria ter se encerrado. 
Não me reconheço, a fragilidade é tamanha, é um momento de plena desconstrução.
As relações são intensas, intensas demais para lidar. "

Confusão, essa menina não sai da confusão. Ela nunca imaginou que fosse tão difícil lidar com a vida. Sentido, uma palavra que para ela não existe. Talvez seja algo que ela não saiba procurar, ou apenas se esquiva.
Já era tempo de abrir os olhos e enxergar a vida, mas ela se limitava a olhar pra frente, ou simplesmente para o chão. O céu sorria, dançava, gritava para ela, mas não, ela não via. Um dia tropeçou, ao cair se permitiu olhar para cima, viu o céu, se apaixonou, se entregou, se encantou. Ela poderia ter encontrado um novo amor? Seu grande amor? Pois é, querido céu, você fez essa garota levantar a cabeça, a paixão que causou a ela faz com que a cada dia ela busque novos encantamentos, coisas que prendam, pessoas que a levem desse mundinho monótono, que a levem para conhecer o universo, a vida, que ela nunca se permitiu enxergar.
Querida, a vida é tão simples, apenas viva! Não se preocupe tanto, sei bem que você não é feliz há algum tempo, mas você tem tido oportunidades maravilhosas para se entregar a felicidade.

Gabriela Bueno

terça-feira, 28 de julho de 2015

Eco




" Quando fecho meus olhos sempre posso sentir
Os seus olhos e seus lábios sorrindo pra mim
Nado nesses seus olhos, mar de inspiração
Tua boca, tua pele, teu cheiro é canção

Eu vou cantar pra ela
Que sem ela não existo mais
Eu vou cantar pra ela
Que eu sempre a quero mais
E eu vou dizer pra ela
Que ela é a luz que me traz paz "


     Tá sentindo essa saudade? aperta o peito, seca a garganta e molha os olhos. Que falta já sinto, que falta já faz. Tem vazio demais, espaço demais, silêncio demais. Cadê você, garota? Sei que faz apenas horas, mas o pensamento se enche dos dias e meses, e o aperto fica mais forte, me engasgo. Veja essa cama, tão grande sem você, tão desconfortável sem seus braços. Tá sobrando muito. Eis que sua presença se encheu neste lugar, agora que se foi, o eco machuca dentro do peito. 

     Aguardo e guardo dentro de mim cada instante e cada segundo, prometo que está aqui e aqui permanecerá, sei que tá sendo breve essas palavras, mas será mais breve ainda, porque à você apenas digo: Até logo! Espero ansiosamente pelo momento de sentir seu abraço de novo. 

     E, sim, é amor. Cada segundo me transbordo desta certeza.

Gabriela Bueno

sexta-feira, 26 de junho de 2015

     Voe, meu Bem! Corra por essas ruas, entre nesses carros, ônibus, estradas. Caia nessa vida, minha querida. Tampe os olhos e mergulhe. Mas.... Respire muito fundo antes, antes de dar a cara a tapa para vida, antes de criar expectativas maiores que seu coração pode suportar, respire, para que esse medo saia de seu ser. Respire. Meu amor, a zona de conforto realmente nos acorrenta, mas não pense que não existe mundo além dela. É difícil quebrar as correntes, ou até mesmo encontrar as chaves que a solte delas, mas você conseguirá. Caso queira voltar pra cá, pense um pouquinho, respire mais alguns minutos e veja se vale a pena restringir seu mundo a um pequeno lugar, um pequeno círculo, a uma monotonia, a essa mesmice que são seus dias e essa infelicidade que carrega no peito. Mais um conselho, o último, lhe prometo, meu Bem, não se engane, não deixe que o fedor desse mundo invada suas narinas e seu ser, não pense que o que move os corações é o dinheiro, não deixe que esse sistema no qual você está inserida corrompa sua mente, seu sangue, seu corpo. Você faz parte do futuro, aquele que mudará pensamentos, estruturará movimentos. Ah! se entregue à vida, para que você desfrute de tudo que ela, junto a natureza, lhe oferece, mas, não se entregue a nojeira do mundo e do sistema medíocre. Confio em você, qualquer tropeço, lembre-se: Respire. Eu prometo à você que meus braços estarão abertos pra lembrar e sustentar a força que você tem, prometo também que estarei aqui para lhe ajudar a levantar cada vez que tropeçar. Mas, não desista querida, se quer mudar o mundo, mude!

Gabriela Bueno

sexta-feira, 24 de abril de 2015

     Uma dose - ela pedia - Uma dose! Por favor, uma maldita dose! De vida, de alegria, de sexo! Quero uma dose de cada, quero embriagar-me esta noite! - Ela pulava enquanto pedia sua dose, olhava para cima, olhava para os pés, inquieta - Alguém pode por favor me ver uma dose?! - Sente um toque em sua mão, um arrepio na nuca, uma fala em sua orelha : Aqui está sua dose querida, feche os olhos, apenas. Sentia uma vibração no seu corpo, da cabeça aos pés, dedos entrelaçavam seu cabelo, beijos quentes percorriam seu pescoço, uma musica envolvente tocava ao fundo, encontrava-se numa bela sala, luz baixa e apenas um pequeno sofá estava a sua frente. De repente riam, bebiam, fumavam, nem ao menos sabia quem estava ali, o nome daquela pessoa. Nada lhe importava, sentia-se bem, viva. Dedos deslizavam por seu corpo, desde os cabelos até suas pernas, no interior delas se aconchegavam. Seu corpo tremia, olhos apertavam, viravam, as mãos fechadas, sentia os beijos por todo corpo, no meio de suas pernas agarrava aquele cabelo macio e sentia a textura daqueles lábios que a faziam delirar. Mas que delírio! - Satisfeita, abriu os olhos e saiu do bar.

Gabriela Bueno